"Meus passos, são as emoções ternas e tiranas do meu caminhar.
Na bagagem coleciono lembranças e aprendizados.
No motor, o futuro. E como combustível do futuro, os sonhos e o tempo.
Minhas certezas, são as perguntas .
Minhas respostas ? Minha força, minha fé."
Adonai Timburé
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
terça-feira, 29 de outubro de 2013
domingo, 10 de março de 2013
Momentos
12:47 – Duas mãos
seguram uma xícara na altura do seio, enquanto olhos femininos observam a paz
da cidade, pela janela do 10° andar de um apartamento de 300 metros quadrados
e três vagas preenchidas. Na cama o marido dorme profundamente e isso há
incomoda demasiadamente, como pode ele não perceber a minha angustia nessa vida
que não se desenrola... “Vou dar o melhor sexo quando ele acordar, e peço
separação quando ele tomar café e ler o sórdido caderno de economia.”
01:18 – Uma mão aflita percorre todo o criado-mudo até achar
um tubo de remédios, dois comprimidos na garganta a seco, os olhos aflitos se
aquietam...
02:50 - Toca o telefone, de forma apreensiva e meio
sonolenta, um homem atende e do outro lado uma pessoa de modo solícito pede
confirmação sobre a relação de paternidade com um jovem de 18 anos. Após
confirmação foi informado que o jovem foi vitima fatal junto com outros três
jovens, de um acidente que ele mesmo provocou por imprudência, imperícia e
negligencia... O telefone cai da mão e
um silêncio sólido prevalece.
Obs: quatro semanas antes desse momento, um abraço apertado
selava de um lado um pai orgulhoso e do outro um jovem vaidoso, a frente deles
um carro importado de valor aproximado a 70.000,00 reais.
03:23 – Duas garotas caminham, se equilibram uma na
outra. Caminham no meio da avenida, as
gargalhadas altas, o álcool exala nos poros e é impossível refletir sobre algo,
os sorrisos são largos mas os olhos são pálidos.
Viva a sensação de liberdade que se tem ao quebrar o
silencio da madrugada.
05:15 – Velhos negros fazem a colheita de alumínio, nas
lixeiras, antes da cidade acordar.
Organismos dentro de sistema, que se sentem isolados, mas
são parte integrante de uma complexa engrenagem mais forte e resistente que
nossas memórias.
Conquistar a compreensão e o conhecimento do todo não é tão
difícil, impossível é manter essa fagulha de esclarecimento viva, tempo
bastante pra ser capaz de transferir pra outro alguém...
08:05 – Sinal fechado, no aparelho de som do carro popular
toca A Day in The Life dos Beatles, um homem de alma velha e cansada observa as
pessoas que atravessam a avenida a sua
frente, ele busca incansável no seu arsenal de referencias e alegorias
históricas algo que o dê forças pra vencer mais aquele dia com um pouco de
empatia pela humanidade.
08:06 – Uma garota com mochila nas costa dobra a esquina em
direção a faixa, do outro lado da rua um
jovem rapaz com uma pasta sob o braço, se prepara pra atravessar a rua quando
avista a garota... O chão se liquefez sob seus pés e sua pele se rasgar com o
ar, é assim, amor antigo adormecido quando acorda é sempre com uma porrada no
diafragma. Seu coração bateu tão alto que a jovem o olhou e seu sorriso rasgou
o barulho da cidade. Ele atravessou a rua e quando se aproximava dela, ela
pensou “o mundo seria tão bom, se todo beijo tivesse gosto de primeiro beijo”.
08:07 – luz verde no semáforo, uma moto vem acelerando entre
os carros e não reduz a velocidade, pois a passagem esta livres e o carros
estão há começar a se mover. Uma mulher ainda esta na faixa e busca impulso pra
correr, a moto se livra do corredor de carros e encontra a mulher e sua barriga
de nove meses de gestação...
8:25 – Um pai tenta acalmar seu filho adolescente, que se
prepara pro seu primeiro grande teste. Observa a cidade em volta pelas janelas
no ônibus... “Meu filho, calma, o dia esta apenas começando.”
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Pra brincar
Um dia as crianças em meios às brincadeiras, acharam à
maquiagem da mãe, um garoto audacioso pensou que o clímax da brincadeira seria
pintar a cara do pai enquanto a televisão o assistia jogado no sofá.
Eis que pintado, se recolheram pro quarto, não sabemos com
se deu, mas só se ouviu o grito de raiva depois de um bom tempo...
Tremendo entre as cobertas, o garoto sabia que a boca iria
lhe xingar, as mãos poderiam até bater, mas que os olhos de seu pai iriam lhe
parabenizar pela coragem e é isso que move inconscientemente a terra dos
garotos audaciosos.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Sinfonia de paz
Um antigo homem, sagaz, me disse que não adiantaria nada o
quanto eu andasse, o quanto falasse ou tudo que pudesse fazer. No fim o
silêncio prevalece...
Mas, contam as más e boas línguas, sobre o dia em que Mozart chegou ao
céu. Foi uma balbúrdia só. Veja só: não há fotos, pois quando ele passou pela
praça, os paparazzis ficaram tão desnorteados que ninguém registrou.
Quando ele chegou ao pé da favela, a bagunça estava armada.
Um garoto cabeludo gritou:
- “Mainha! O Amadeus tá aqui”!
- “Mainha! O Amadeus tá aqui”!
Todos apreensivos. Então, a própria Nossa Senhora veio
descendo a ladeira aos berros.
Com aquela baderna toda, Deus, que estava ocupado com alguma
daquelas coisas que parecem ser importantes somente a Ele, arqueou a cadeira
para traz, até chegar a cabeça na janela, e assustou-se:
–“Mas Wolfgang,está aí?
E, com os olhos marejados, acenou.
–“Mas Wolfgang,está aí?
E, com os olhos marejados, acenou.
Então, Maria o pegou pelos braços, e deu um beijo em seu
rosto.
Um homem alto, com cara de Pedro, se aproximou deu-lhe um
“tapinha” no ombro e disse:
-“Tu é porreta mesmo heim?! Seja bem vindo”!
-“Tu é porreta mesmo heim?! Seja bem vindo”!
Nesse instante, aquele silêncio que prevalece na paz do céu,
ficou mais gostoso se você prestar bastante atenção: parece que tem uma música
lá, é! Uma música suave, uma sinfonia de paz.
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