terça-feira, 7 de agosto de 2012
Ser do vale...com valor!
sábado, 16 de junho de 2012
Que seja...
domingo, 20 de maio de 2012
Em praça pública...
Não é porque ninguém ouve que se justifica deixar de falar. Para muito alem das cortinas da vaidade, das futilidades da luxuria e da arrogância da presa.
As pessoas são vitimas da forma, donas do conteúdo e produto do contexto!
A exclusão só existe pra quem a reconhece!
Seguir enfrente não é a melhor opção! É a única!
O palco vivente é para mim o que era uma praça pública pra Zaratruza, e tenho consciência do que vai existir por aqui ao fim do dia.
Pra um escravo da beleza, a beleza só é realmente bela na distancia segura da saudade, que tomada de assalto se liquefaz na normalidade da rotina, mas entendemos que a plenitude do belo se resguarda na melancolia dos dias divididos.
Então seja jardim como disse o Quitana, não se jogue estamos à beira de precipícios e atalhos não nos livras da agonia de existir, O tempo é única explicação plausível que posso lhe dar sobre Deus, e existir por existir é a única forma de ir para alem do tempo.
terça-feira, 13 de março de 2012
Sísifos
E se no meio da travessia encontrar conforto e estabelecer comodidade, esta certamente é medíocre, pois atinge sua coragem de continuar.
Toda comodidade é medíocre!
Para naturezas inquietas, a paz nunca é uma condição ideal.
A paz interior é uma condição de covardia, que aliena seus desejos e ações de forma que amenize o sofrimento diário, fazendo crer na independência e no poder de decisão sobre a vida, quando na verdade somos apenas subprodutos do meio.
Bem aventuradas as formigas, que não têm condições de questionarem. Já os que têm e não o fazem, só haverão de lamentar, horda efêmera de sísifos, que se perdem na divindade das belezas.
Mas me perco nos apegos e essa qualidade, não posso perder. E que todo amor seja bem recebido aonde chegar. E que nós possamos cair dançando.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Ressaca!
Sou parte ou particípio de tudo aquilo ou aqueles passaram pelo meu caminho, me orgulha ou me ressente saber que assim deixei troféus ou cacos quebrados pelos caminhos alheios. Assim eu realmente deveria ficar quietinho, não falar, não escrever, não pintar, não desenhar nem nada... O mundo parece já está tão cheio de verdades, as pessoas tão covardemente cheias de si, que qualquer coisa feita pra o bem comum não pode ser absorvido e rapidamente corrompido e rapidamente usado como ato heróico de um ou poucos.
Tenho pouca fé na humanidade, pra não dizer nenhum, ela não consegue ter fé em si mesma... É eu me incluo nisso, por maior que seja, minha disciplina não consegue manter a força das minhas virtudes, o meu amor vacila, meu egoísmo range os dentes e a vaidade mancha a limpidez dos meus atos... Pobre ser humano, que se perde na equação sem resposta que é viver e negando o que tem de mais concreto que é morte, dia após dia se acostuma com a situação e se convence que é a melhor vida possível que poderia ter.
Feliz paixão aquela que dói na saudade daquilo que nem viveu ainda, que atravessa, que questiona, que produz, que conclui... Mas que acima de tudo reconhece a angustia de existir e logo depois não mais. Reconhece a importância do momento e carrega gratidão.
Tento manter em mente, que estamos muito alem do ponto de partida, mas muito aquém de algum tipo de ponto de chegada... A vida é terreno muito instável pra me conformar, os conformismos deixo paras os cavalos e qualquer outro animal que aceite sela da vida. Admiro qualquer atitude que reconheça e anule aspectos que limitam sua capacidade de ser, mesmo que pra isso eu mesmo tenha que sair derrotado... Estabelecer a plenitude de suas capacidades e preencher os céus da Normandia com a esperança de sua vitória sobre a vida é o que me alimenta.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Desabafo 01 (jan/2012)
Que mal há em se libertar das amarras? Ter coragem de caminhar um pouco pra fora da caverna que te protege e te faz sombra, se sou brasileiro não quer dizer que tenho que ser um estereotipo, não! Não é necessário saber sambar, torcer pro futebol nacional, e me esforçar em ser feliz a cada feriado.
Tudo bem podemos até fazer piadas, afinal parecemos ser “os melhores dos melhores em fazer piadas de nós mesmos”. E nesse processo parece até esquecemos que era só uma piada e contemporaneidade incorpora as mazelas e se alto referencias em padrões efêmeros da historia recente, assim esquecendo dos valores construídos ao longo da historias.
Assim se desvirtua a condição de mulher, de homem, do homossexualismo, a condições raciais, religiosas e até políticas (se é que ainda pode haver idealismo partidário) e toda segmentação que for possível. Cada um com sua bandeira e seu nível de suma importância que o impede de deixar de olhar para o próprio umbigo.
Não, posso me deixar levar pelo sistema político/financeiro/consumo/alienante, afinal seria de impressionar que num telejornal em questão de minutos possam ser mostradas as desgraças de famílias pobres que marginalizadas pelas grandes cidades, perdem o pouco de materialismo onde apóiam suas dignidades para as chuvas de verão. E logo em seguida é saudada com veemência a violência com que pobres consomem os “saldões” em que grandes redes varejistas oferecem seus estoques a 70% de desconto, sem choro nem piedade é pegar e levar sem poder reclamar é só pegar seu carne de 24 parcelas.
Assim estabeleço um paradoxo em que um fogão ainda poderá ser parcelado em apenas 12 meses sem direito de reclamação, e assim que liquidada a divida, poderá estrelar ladeira abaixo alguma reportagem sobre as enchentes de 2013.