domingo, 20 de maio de 2012

Em praça pública...

É preciso escrever, é imperativo tecer. “É preciso viajar” como me disse Voltaire e assim concordei, afinal, permanecer não é uma alternativa que me deram... Afinal reconheço que somos um exílio sem solução, do alto de nossa altivez somos subversivos sem pátria, não temos pra quem pedir anistia. Não teremos pra onde voltar ao dobrar aquela esquina do desejo.

Não é porque ninguém ouve que se justifica deixar de falar. Para muito alem das cortinas da vaidade, das futilidades da luxuria e da arrogância da presa.


As pessoas são vitimas da forma, donas do conteúdo e produto do contexto!
A exclusão só existe pra quem a reconhece!
Seguir enfrente não é a melhor opção! É a única!
O palco vivente é para mim o que era uma praça pública pra Zaratruza, e tenho consciência do que vai existir por aqui ao fim do dia.


Pra um escravo da beleza, a beleza só é realmente bela na distancia segura da saudade, que tomada de assalto se liquefaz na normalidade da rotina, mas entendemos que a plenitude do belo se resguarda na melancolia dos dias divididos.


Então seja jardim como disse o Quitana, não se jogue estamos à beira de precipícios e atalhos não nos livras da agonia de existir,  O tempo é única explicação plausível que posso lhe dar sobre Deus, e existir por existir é a única forma de ir para alem do tempo.

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