sábado, 25 de dezembro de 2010

A história do remo

Estavámos, éramos, vivíamos. Araçuaí, final dos anos noventa ... eu acho!

Adonai Timburé e o outro carinhosamente rotulado de "velho" Jack! Dois amigos, dois companheiros, dois parceiros, dois "butequeiros", dois baixinhos, dois sonhadores, dois sujeitos...dois....três....quatro...diversas perambulações pelas ruas do kiau, contando histórias, imaginando futuro, ou até quem sabe...tramando planos para dominar o mundo!Haha!

O destino de vários finais de tarde, era freqüentemente tranqüilo.
Alguma roda de viola, roda de copo em um bar. Ou ainda melhor, tudo isso junto!

Vivíamos em um mundo de observação. Como fazemos até hoje. Não que seja com intuito crítico, mas sim apreciador. Compartilhávamos idéias, musica , e um problema: DINHEIRO! Aliás...a falta dele!

Daí, repentinamente, sempre surgia uma perguntas do tipo: Tem dinheiro aí ? Tem quanto ?Será que da pra gente entrar no pagode ?

Um dia, talvez inspirados pelos nossos belos rios, um tanto que inconscientemente, fizemos um paralelo. Éramos kiauzeiros, canoeiros! E para navegar pelas nossas águas, além da canoa precisaríamos de um .... REMO! A partir disso, as perguntas sobre dinheiro , foi alterada... então, não precisávamos mais de saber se tinhamos dinheiro, mas sim se ... tem remo!?

Diversas foram as oportunidade que essa pergunta emergia. Depois de um certo tempo, com a chegada de empregos e novos desafios, o problema financeiro foi parcialmente resolvido. Então, o remo passou a ser sinônimo de tudo o que expressasse "Possibilidade". Tipo "Tem jeito"?

Considerando esse paralelo de que vivemos como se estivéssemos eternamente navegando,podemos ainda imaginar que o remo, simboliza todos elementos que são necessários para que a gente consiga seguir! São os valores, e prazeres, detalhes que cada um preza, e que sem eles, não é possível seguir. Não necessariamente mais, dinheiro.







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